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FIESC e ABRH-SC somam forças para capacitar trabalhadores
Primeiro workshop EducaRH reuniu nesta terça-feira, em Concórdia, profissionais da área de recursos humanos da região para debater o desenvolvimento profissional.

A demanda por profissionais qualificados é crescente em um mercado cada vez mais competitivo e exigente. No entanto, a força de trabalho para atender essa necessidade anda na contramão, pois 45% dos trabalhores das indústrias de Santa Catarina ainda não concluíram a educação básica, segundo a Relação Anual d Informações Sociais (RAIS). Para minimizar esse desequilíbrio, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), por meio do Movimento A Indústria pela Educação, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos iniciou a série de workshops EducaRH.

O primeiro encontro foi realizado na sede do SENAI de Concórdia na manhã desta terça-feira (7). Profissionais de recursos humanos das indústrias da rwgião receberam orientações e colaboraram com a construção do Plano de Desenvolvimento de Pessoas. O vice-presidente da FIESC para o Alto Uruguai, Álvaro Luis de Mendonça, afirma que o propósito é levar o trabalhador de volta à sala de aula para elevar sua escolaridade. "Precisamos mudar a produtividade e potencial de competitividade, para isso temos que ter profissionais mais capacitados", enfatiza Mendonça.

A meta é estimular a elevação da escolaridade e educação profissional. O diretor-executivo do Movimento A Indústria pela Educação, Antônio José Carradore, afirma que a iniciativa da FIESC busca mobilizar os principais atores da educação junto com a sociedade, para melhores os indicadores da área. "Em Santa Catarina, 39% dos jovens com 19 anos que não concluíram o ensino médio. Entre os que estão concluindo, muitos não têm o aproveitamento adequado. Isso nos preocupa. Precisamos de educação de qualidade", destaca.

Os avanços tecnológicos também exigem profissionais mais capacitados. Por isso é preciso discutir formas de diminuir a disparidade. Carradore lembra que nos últimos três anos a FIESC, por meio de suas entidades (SESI, SENAI e IEL) capacitou mais de 870 mil pessoas. Para ele, o debate é necessário para juntar forças. " Educação é coisa séria, deve ser tratada como prioridade. Só vamos conseguir resolver se todos entenderem e contribuírem", ressalta.

Fonte: FIESC