
O varejo alimentar está crescendo, mas não é um crescimento comum. É uma mudança estrutural.
Em 2025, os atacarejos já representam 49,3% das vendas em valor no Brasil. O setor segue em expansão, mas com inflação de alimentos elevada, margens pressionadas e consumidor mais atento a preço e qualidade.
Ao mesmo tempo, o padrão de consumo está sendo redesenhado.
As novas diretrizes alimentares reforçam a busca por comida de verdade. Mais proteínas, carnes, laticínios integrais, frutas, legumes e verduras. Menos ultraprocessados. Estudos da Universidade de São Paulo associam o consumo elevado de ultraprocessados a dezenas de doenças. Pesquisas do WWF indicam que os sistemas atuais de produção e consumo precisam evoluir para reduzir impactos ambientais.
Esse movimento altera o mix do varejo.
Mais perecíveis significam maior complexidade operacional. Controle de temperatura mais rigoroso. Giro mais sensível. Risco maior de perda. Hoje, o varejo responde por 12% do desperdício global de alimentos. Em um cenário de custos elevados, cada falha na cadeia de frio impacta diretamente a margem.
Por isso, a cold chain deixa de ser suporte técnico e passa a ser elemento estratégico.
Não se trata apenas de armazenar ou transportar. Trata-se de garantir estabilidade térmica ao longo de toda a jornada do produto. Especialmente na faixa de 0 a 4 °C, onde pequenas oscilações comprometem qualidade, segurança alimentar e rentabilidade.
Além disso, cresce a pressão por eficiência energética. Custos de energia, exigências ambientais e metas de sustentabilidade colocam a refrigeração sob análise constante. A estrutura utilizada na operação influencia consumo, recuperação térmica e desempenho ao longo do tempo.
É nesse contexto que a discussão sobre frota ganha relevância.
Quando o volume de perecíveis aumenta, a carroceria frigorífica deixa de ser apenas parte do veículo e passa a integrar a estratégia logística. Isolamento térmico eficiente, vedação adequada e redução de troca térmica durante carga e descarga impactam diretamente desperdício, consumo energético e estabilidade operacional.
A cadeia de frio, em 2025 e 2026, será cada vez mais decisiva para quem atua no varejo alimentar. Empresas que enxergam essa estrutura como investimento estratégico tendem a operar com mais previsibilidade, menor perda e maior controle de margem.
Na Pavan, a engenharia das carrocerias frigoríficas acompanha essa evolução do mercado, alinhando eficiência térmica, desempenho e responsabilidade energética às novas exigências do setor.
O varejo mudou.
A cadeia de frio precisa acompanhar.

